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Produzir um evento em Portugal sem ter estrutura local

Por Franco Ridao · Cofundador e Diretor de Operações

Tem um lançamento em Lisboa, uma convenção no Porto ou uma ativação no Algarve. A data está fechada, o orçamento existe, e a sua empresa não tem nada em Portugal: nem equipa, nem fornecedores de confiança, nem ninguém que saiba o que se pede a que câmara municipal. A partir daqui há quatro caminhos, e a escolha entre contratar uma produtora de eventos em Portugal ou montar a operação de outra forma não é uma questão de gosto: é de custo, de prazo e de quem responde quando algo corre mal às onze da noite de sábado.

Opção 1: exportar a sua equipa

É a mais confortável e quase sempre a mais cara. Voos, alojamento, ajudas de custo, dias de viagem que se pagam na mesma e material que viaja em vez de se alugar na praça. Por cima disso, paga uma coisa que não aparece no orçamento: uma equipa que domina o seu método mas não conhece o mercado. Não sabe que fornecedor tem stock nessa semana, quanto tempo demora realmente a descarga naquele espaço, nem a quem se telefona quando falta um gerador ao fim de semana.

Faz sentido para dois ou três lugares: a direção de produção, um responsável técnico, quem é dono da relação com o cliente. Para a operação inteira, não.

Opção 2: contratar uma produtora de eventos em Portugal

É a resposta óbvia e, para um evento único, costuma ser a certa. Uma produtora local traz agenda de fornecedores, preços de praça e experiência de licenciamento.

O que paga em troca é controlo. Passa a ser cliente de uma casa que tem o seu próprio método, os seus próprios clientes e a sua própria ordem de prioridades naquela semana. Se o seu evento é uma peça isolada, funciona bem. Se faz parte de uma série que tem de sair igual em quatro cidades, cada praça devolve-lhe uma versão diferente do mesmo evento, e a comparação entre elas passa a ser impossível.

Opção 3: montar a operação com freelancers

Encontra bons profissionais, e é a opção mais barata na folha de cálculo. Também é a mais cara em risco: está a comprar pessoas, não uma operação. Ninguém responde pelo conjunto, ninguém garante substituto se alguém falhar na véspera, e a coordenação fica a seu cargo a partir de outro país e de outro fuso.

Funciona em três condições, e só se as três se verificarem: o evento é pequeno, já trabalhou pessoalmente com essas pessoas, e alguém de casa vai estar lá a dirigir.

Opção 4: um parceiro operacional que contrata a equipa local

A direção é sua ou do parceiro, e a equipa é da praça: contrata-se, forma-se e dirige-se gente do mercado segundo um protocolo escrito. A direção de produção viaja; o resto contrata-se onde o evento acontece.

Paga uma direção, não uma comitiva, e os fornecedores são orçamentados a preços locais em vez de repercutidos a partir de outro país. É a diferença entre importar uma estrutura e importar critério. Sobre como se integra gente que não é sua sem perder padrão, escrevemos aqui.

O que muda em Portugal e não muda no contrato

Três perguntas antes de assinar

  1. Quem decide no terreno e o que pode decidir sozinho? Se a resposta for “consultamos a sede”, não tem parceiro, tem intermediário.
  2. Quem contrata a equipa e quem responde por ela? Contrato, formação e substitutos: por escrito.
  3. O orçamento está feito com fornecedores locais ou repercutido de outro país? Um número construído com orçamentos reais discute-se; uma estimativa não. Para verificar o resto, audite a capacidade operacional do fornecedor.

O que fazemos

Somos uma produtora argentina que opera em vários países, e não temos escritório em Lisboa. É precisamente isso que torna a proposta honesta: montamos a equipa na praça onde o evento acontece, contratamo-la, formamo-la e dirigimo-la, com a direção de produção a viajar.

Não é teoria. Na FILGUA, na Guatemala, gerimos mais de 90.000 credenciamentos em 13 dias com o sistema configurado a partir de Buenos Aires e a equipa local recrutada e formada por nós: veja o caso completo. Com os Brainrots fizemos uma digressão de 10 datas em 5 cidades de Espanha com o mesmo método. Somamos mais de 150.000 pessoas em eventos produzidos, e trabalhámos para o Manchester City, a Amazon e a AWS.

Se quer perceber que opção lhe serve, veja como trabalhamos a produção corporativa e o controlo de acessos e credenciamento, ou conte-nos o seu projeto.

Perguntas frequentes

Tem dúvidas? Temos respostas.

Preciso de uma produtora de eventos em Portugal se a minha empresa é de fora?

Precisa de alguém que responda no terreno, que não é exatamente a mesma coisa. Pode ser uma produtora de eventos em Portugal, podem ser freelancers coordenados por si, ou pode ser um parceiro operacional que contrata e dirige a equipa local segundo o seu método. O que nunca funciona é não ter ninguém com mandato para decidir no dia.

Quanto custa a mais produzir um evento fora do seu país?

Não há percentagem de tabela, mas o sobrecusto tem sempre as mesmas origens: deslocações e alojamento da equipa que viaja, ajudas de custo, dias de viagem que se pagam na mesma e material que se transporta em vez de se alugar na praça. Quanto mais gente exporta, mais paga por tarefas que se resolvem localmente.

É melhor exportar a minha equipa ou contratar equipa local?

O critério prático é este: exporte só os lugares em que o conhecimento do seu método é insubstituível (direção de produção, responsável técnico, dono da relação com o cliente) e contrate localmente tudo o resto. Uma comitiva completa paga bilhetes de avião para funções que alguém da cidade faz melhor e mais barato.

Como se garante o mesmo padrão com uma equipa que não é minha?

Com protocolo escrito, formação antes do evento e um único responsável de operação. A equipa muda de praça para praça; o procedimento, os pontos de controlo e os indicadores não mudam. É assim que um evento se repete igual em várias cidades.

Tem um evento? Vamos conversar.

Conte o que precisa e montamos uma proposta. Respondemos rápido.