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Como auditar a capacidade operacional real de um fornecedor de eventos na América Latina antes de assinar o contrato

Por Franco Ridao · Cofundador e Diretor de Operações

No mundo do Procurement de eventos corporativos na América Latina existe uma lacuna perigosa e recorrente: a distância entre o que um fornecedor apresenta na proposta comercial e o que de fato consegue executar em campo. Essa lacuna não aparece na negociação. Aparece no dia da montagem, quando já não há tempo de corrigir. Para as equipes de Sourcing de marcas globais que operam ativações em vários mercados latino-americanos, auditar a capacidade operacional real de um fornecedor antes de assinar o contrato não é uma precaução: é uma obrigação fiduciária com o orçamento e com a reputação da marca.

O problema estrutural: a região tem mais intermediários do que operadores

O ecossistema de fornecedores de eventos na América Latina é fragmentado por natureza. Há mercados onde 70% das empresas que respondem a um RFP não têm estrutura própria: subcontratam equipes, alugam tecnologia e terceirizam a direção técnica. Não são produtoras operacionais, são brokers com marca. Para um gerente de compras em Nova York, São Paulo ou Lisboa, essa distinção é quase impossível de detectar a partir de um PDF. Os decks são impecáveis. As referências, selecionadas a dedo. Os showreels, editados com precisão cinematográfica. A pergunta real não é o que dizem que podem fazer?, e sim que infraestrutura possuem, controlam e mobilizam com recursos próprios?

Framework de auditoria operacional pré-contratual: 7 dimensões críticas

Na SOMOS DER aplicamos e recomendamos uma verificação estruturada em sete dimensões. Esse framework pode ser adotado por qualquer equipe de Procurement que precise distinguir capacidade operacional regional genuína de capacidade declarada:

As perguntas que um RFP padrão não faz (e deveria)

A maior parte dos RFPs para eventos corporativos na região é desenhada para comparar preços e criatividade. Pouquíssimos avaliam a logística integral e a capacidade de execução em campo com rigor. Estas são perguntas que recomendamos incluir em todo processo de Sourcing sério:

A auditoria como vantagem competitiva do comprador

As equipes de Procurement que implementam auditorias operacionais pré-contratuais não apenas reduzem risco: mudam a dinâmica de poder na negociação. Quando um comprador demonstra que entende a operação, os fornecedores que inflam capacidades se autoexcluem. Os que ficam na mesa são os que sustentam o escrutínio porque têm estrutura para isso.

Na SOMOS DER já fomos auditados por equipes de Sourcing de marcas globais na Argentina, na Espanha e em vários mercados da América Latina. Na FILGUA, na Guatemala, processamos 90.000 credenciamentos com operação própria, e é esse tipo de número que uma auditoria consegue verificar linha por linha. Não só passamos por essas auditorias: nós as valorizamos, porque são o filtro que separa os operadores reais de quem só sabe vender. Se a sua organização está avaliando fornecedores para ativações de marca ou produções corporativas na região, podemos abrir nossas instalações, documentação e processos à verificação direta. Capacidade operacional regional não se declara: demonstra-se.

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