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Levar o seu evento para a Argentina: o que muda e o que não muda

Por Ludmila Cott · Cofundadora e Produtora

Buenos Aires é o destino de eventos corporativos mais procurado por marcas brasileiras depois do próprio Brasil, e por três motivos concretos: está a duas horas e meia de voo de São Paulo, tem infraestrutura de produção de primeira linha, e com o câmbio atual rende muito mais do que render ia em casa.

O que quase ninguém conta é o que muda operacionalmente. Este guia é sobre isso.

O que NÃO muda

A produção é produção em qualquer lugar. O briefing, o cronograma, a lógica de montagem e desmontagem, os prazos de fornecedor, a necessidade de um único responsável: tudo isso funciona igual dos dois lados da fronteira.

Se você já produz eventos no Brasil, não precisa reaprender o ofício. Precisa de alguém que conheça o terreno.

O que SIM muda

As licenças. Cada município argentino tem o seu regime, e Buenos Aires exige habilitação por tipo de evento, seguro de responsabilidade civil e, dependendo do porte, plano de contingência aprovado. É o item que mais atrasa produções de quem vem de fora.

A moeda e a forma de pagar. Os fornecedores argentinos cotam em pesos, mas muitos indexam ao dólar. Um orçamento fechado há sessenta dias pode não valer no dia da montagem. Feche condições por escrito e defina desde o começo em que moeda se paga cada rubrica.

A cadeia de fornecedores. É boa e é profunda, mas é uma rede de relações. Um fornecedor que atende um produtor local em 24 horas pode levar uma semana para responder a um e-mail de fora.

O controle de acesso. No Brasil você provavelmente já trabalha com uma ticketeira integrada. Na Argentina a integração não é automática: precisa ser resolvida antes, não na véspera.

O modelo que funciona: você põe a marca, alguém põe a operação

Não é preciso montar estrutura na Argentina para produzir um evento lá. O modelo que usamos com agências de fora é simples: você mantém o cliente e o conceito, nós colocamos a direção de produção e a equipe local no destino.

Foi assim com a Backyard Group, agência mexicana que nos tomou como braço operacional para os lançamentos da DiDi em três províncias argentinas com realidades logísticas opostas (Bariloche, Formosa e Catamarca), sob contrato guarda-chuva. E com a Beyond 90, do Reino Unido, que desenhou a turnê dos troféus do Manchester City e nos escolheu para executá-la em Buenos Aires, com protocolo de segurança definido pela sede em Manchester.

Se você prefere que a gente não apareça diante do seu cliente, trabalhamos em marca branca. É um formato habitual, não uma exceção.

Quatro perguntas antes de fechar com qualquer parceiro

  1. Que eventos você produziu para agências de fora? Não que clientes: que eventos, com que números.
  2. Quem é o meu interlocutor e o que ele decide sozinho?
  3. Como você fatura para o exterior? Existe nota fiscal exportável, e em que moeda.
  4. O que acontece se o local ficar sem internet? A resposta diz tudo sobre o nível de preparo.

E se o evento não for na Argentina?

Também funciona ao contrário. Se a sua marca é brasileira e o evento é na França, no México ou nos Estados Unidos, o modelo é o mesmo: colocamos a direção de produção e montamos a equipe local no destino. Já dirigimos 90.000 credenciamentos na Guatemala e uma turnê de 10 apresentações na Espanha sem sair de Buenos Aires.


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