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Gestão de resíduos e sustentabilidade operacional em eventos de grande porte na América Latina: o critério de procurement que deixou de ser opcional

Por Ludmila Cott · Cofundadora e Produtora

Até três anos atrás, a sustentabilidade em eventos corporativos era um slide bonito no fim de um deck de proposta. Hoje, para as áreas de Procurement e Sourcing de marcas globais, é um critério eliminatório na avaliação de RFPs. E na América Latina, onde a regulação ambiental varia radicalmente entre países, estados e municípios, a distância entre o que um fornecedor promete e o que consegue de fato executar em campo é enorme. Se a produtora contratada não tem um plano de gestão de resíduos operacional, e não decorativo, você está assumindo um risco reputacional e regulatório que nenhuma cláusula de indenização vai cobrir.

Por que Procurement não pode mais ignorar a pegada operacional de um evento

As políticas ESG corporativas deixaram de ser diretrizes aspiracionais. São mandatos com métricas auditáveis. Quando uma marca global como a Shell ou a Mattel executa uma ativação de marca ou um evento de incentivo em Buenos Aires, na Cidade do México ou em Bogotá, a área de Compliance exige rastreabilidade documental da gestão ambiental. Isso significa que o parceiro operacional precisa entregar dados concretos, não intenções.

O problema real: a maior parte das produtoras da região terceiriza a gestão de resíduos para operadores locais sem verificar o licenciamento deles, sem medir volumes e sem gerar relatórios compatíveis com os padrões que a matriz exige para o seu reporte global de sustentabilidade. O que para uma produtora é “um detalhe menor”, para um gerente de Sourcing é descumprimento contratual.

O que um RFP deve exigir em sustentabilidade operacional para eventos na América Latina

A chave está em não aceitar respostas genéricas. Um RFP bem desenhado para ativações de marca na região deveria incluir estes requisitos específicos de capacidade operacional:

O gap entre capacidade declarada e capacidade operacional real

Na nossa experiência executando produções de alta complexidade na Argentina, na Espanha e em várias praças da América Latina, identificamos um padrão recorrente: 70% dos fornecedores que respondem a um RFP com um capítulo de sustentabilidade copiam frameworks genéricos sem ter a infraestrutura nem os acordos locais para executá-los. A auditoria prévia de capacidade operacional regional nesse eixo é tão crítica quanto verificar se um fornecedor tem geradores de backup ou equipamento de áudio suficiente. Na FILGUA, na Guatemala, processamos mais de 90.000 credenciamentos: a mesma disciplina de medição que sustenta um número desse porte é a que sustenta um relatório de resíduos.

Algumas perguntas que deveriam fazer parte do processo de avaliação de qualquer gerente de Sourcing antes de adjudicar:

Sustentabilidade como vantagem competitiva na adjudicação

Para as marcas que operam sob padrões globais de ESG, escolher um parceiro de eventos que resolva a gestão ambiental de forma profissional não é só uma questão de conformidade. É uma vantagem de comunicação concreta: poder reportar métricas reais de pegada ambiental das suas ativações de marca, com dados que resistem a uma auditoria externa.

Na SOMOS DER, a gestão de sustentabilidade operacional é um componente padrão da nossa logística integral, não um add-on cotado à parte e executado na improvisação. Cada produção inclui planejamento ambiental desde a fase de desenho, coordenação com operadores licenciados em cada jurisdição e entrega de relatórios pós-evento com métricas auditáveis.

Se o seu próximo RFP para um evento na América Latina não tem um capítulo sério de sustentabilidade operacional, você não está protegendo a sua marca. E se o seu fornecedor não consegue respondê-lo com dados, processos e nomes concretos, você já tem a resposta sobre a capacidade operacional real dele.

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